Teremos uma tenda 100% afro e 100% natural sobre medicina alternativa, com chás medicinais, produtos dietéticos e bijuterias artesanais bem ao estilo de África... Teremos ainda um convidado especial, Prof. Armindo, especialista em osteopatia e podo-reflexologia da EAN (Estudos Avançados de Naturologia) que fará massagens gratuitas a quem quiser experimentar os efeitos deslumbrantes dessa arte designada naturologia.
terça-feira, 23 de março de 2010
AfroC-Exposição
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
As nossas escolhas
A fim de produzirmos o medicamento que propusemos fazer como produto final do nosso projecto, cada membro do grupo AfroCura ficou encarregue de estudar uma planta do seu país de origem.
Estas foram as nossas escolhas:
Babosa
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Nome científico: Aloé Vera/ Aloe Barbadensis
Família: liliaceae
Origem: provavelmente nativa da África do Norte, ilhas Canárias e Cabo Verde
Descrição: Tem a aparência de um cacto. É uma planta de porte médio (cerca de 1 metro de altura), não possui caule e as suas folhas são grandes, carnudas e pontiagudas, com dentes serrilhados na margem. No interior das folhas encontra-se a polpa gelatinosa utilizada na medicina popular. Têm flores nos tons do vermelho ao amarelo.
Usos medicinais: tratamento de feridas (acelera a cicatrização, reduz a inflamação e promove a recuperação de queimaduras); problemas digestivos; diabete; asma; epilepsia; osteoartrite; problemas renais e constipação.
Princípios activos: Aloína; Acetil de Manosa/ acemanose; bradykinase

Nome Cientifico: Pimpinella anisum
Família: Umbelifera
Descrição:Herbácea anual, de caule ereto, delgado e bastante ramificado. As folhas inferiores são inteiras e as superiores são filamentosas. As flores são pequenas, esbranquiçadas, terminais e se apresentam em cachos no formato de guarda-chuva.
Usos Medicinais: Funciona como expectorante, estimulante da digestão e diurético. Actua no organismo como Anti-séptico, antiinflamatório, É também utilizada para aliviar as cólicas causadas por gases, vómitos, combate diarreia e insónias, , acalma excitação nervosa e restabelece a menstruação.
Principios Activos: Anetol, a colina, a anisulmina, o estragol e o ácido anísico.
Mbrututu (Cochlospermum angolense)

Nome Cientifico: Cochlospermum angolense
Origem: Angola
Usos Medicinais: Colestrol elevado , hepatite, afecções do fígado e da vesícula, situações de esteatose hepática e icterícia, cólera, herpes, chagas e afecções da pele
Curiosidades: É reconhecida pelas suas propriedades curativas e preventivas. Desde há séculos que a medicina tradicional angolana procede às mais variadas curas, usando-a, quer bebivél quer nas lavagens, curando assim muitas doenças que afectam o território angolano, e devido à escassez de medicamentos ou por medicinalmente não ser conhecida a cura, causam a morte de muitas pessoas.
Artemísia annua


Nome científico: Tithonia diversifolia
Nomes comuns: girassol mexicano, raio de sol, unha de gavião, entre outros
Família: Asteraceae
Origem: América Central, Sudoeste Ásia e África
Usos medicinais: as folhas do girassol têm actividade anti inflamatória, anti malárica e anti bacteriana. Tem sido utilizada popularmente para atenuar a síndrome de abstinência a drogas psicotrópicas em dependentes químicos (álcool, tabaco) e também diabetes, dor de cabeça, diarréias, febre, hepatite, malária e ascaridíase. Os poderes destas folhas são obtidos a partir de infusões.
Outras informações: O uso desta planta tem de ser feito cuidadosamente, pois pode levar intoxicações daqueles indivíduos que desconhecem as precauções e contra-indicações desta planta.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Como vai o projecto AfroCura?

Como já dissemos anteriormente, uma das partes do nosso projecto inclui a criação de um jardim botânico. É neste aspecto que estamos a centrar a nossa atenção neste momento, e foi precisamente no âmbito da obtenção de uma melhor noção do que é e de como funciona um jardim do género, que visitámos nos passados dias 11 e 18 de Janeiro o Jardim Botânico da Universidade de Lisboa e o Jardim Botânico Tropical.
Começamos já a trabalhar na informação que conseguimos recolher e já temos ideias mais objectivas do que pretendemos que seja o nosso Jardim.

Tal como nos aconselhou a Dr.ª Alexandra Escudeiro qualquer projecto deve ter um plano A, um plano B, e se possível ainda um plano C. Um plano A para que tenhamos a possibilidade de sonhar; um plano B para a feliz possibilidade de termos orçamento suficiente; mas ainda um plano C para termos alguma possibilidade de sucesso ainda que “tudo” corra de forma adversa aos nossos planos iniciais.

Nós projectamos um Jardim moderno, e que contenha no mínimo quatro componentes:
• uma vertente científica
• uma vertente educativa
• uma vertente de conservação
• uma vertente de lazer.

Entre todas, a vertente a que daremos maior ênfase é sem dúvida a vertente científica (já que todo o projecto se baseia na investigação científica em prol de avanços na área da medicina). Contudo, As restantes vertentes também serão tidas em conta no nosso espaço.

À semelhança do que acontece na maioria dos outros Jardins, a vertente de lazer existirá (não só… mas também muito) por uma questão de sobrevivência. É nova nos Jardins Botânicos universitários mas a sua presença nos Jardins reais sempre teve grande peso.

A valorização e preservação da flora são questões de interesse público. Daí o nosso interesse na vertente de conservação no nosso trabalho.

Qualquer que seja o tamanho do terreno de que iremos dispor, as espécies que nele que forem plantadas farão parte da nossa “colecção”. Incluímos no nosso projecto a existência de viveiros e de estufas de trabalho, mas também tencionamos ter estufas de exposição: estas permitem que hajam visitas mesmo em tempos adversos, sendo que quando estiver frio e/ou muita chuva a estufa quente será um local agradável para se estar, o mesmo acontecendo em relação à estufa fria em tempo quente.

Falando em estufas (!!!): estamos também já a elaborar a lista das espécies que iremos tentar incluir na nossa colecção. Sabemos que certas espécies alteram o seu princípio activo em condições que não são as suas naturais, então teremos de ter muito cuidado na escolha das espécies; estas terão de obedecer a certos critérios como as condições que teremos para as acolher, os recursos que esperamos ter, a variedade de patologias que iremos estudar, a sustentabilidade quer do ponto de vista ecológico como do ponto de vista realista…

A organização do nosso Jardim é uma questão muito pertinente. Hoje em dia há a tendência de os jardins botânicos estarem organizados ecologicamente, segundo os biomas a que pertencem. Tendo em conta que se tratará de um jardim botânico de plantas medicinais estivemos a pensar organizar as espécies consoante o seu uso. No entanto ao analisar as diversas espécies reparamos que normalmente as plantas não têm apenas um uso, e pelo menos um deles costuma convergir com o de outras completamente diferentes, digo de ambientes naturais diferentes, e agrupar plantas de ambientes distintos será muito complicado…

Ter zonas temáticas relacionadas com o país de origem também já foi pensado, mas igualmente outras questões contra se colocam. Talvez mais nos vai valer partir do funcionamento do Jardim e não dos benefícios das plantas no homem.

De qualquer modo ideamos exposições temporárias onde poderemos agrupar por exemplo, “as plantas calmantes”, “as plantas estimulantes”, “as plantas que ajudam a baixar a febre”, e assim por diante…

Estivemos a procurar por Odivelas a melhor localização para o nosso centro. Temos preferência por um terreno plano, pois estes são mais fáceis de trabalhar; implicam menos custos na sua construção, menos riscos de erosão, maior simplicidade para a projecção e construção, maior facilidade para a deslocação no terreno (sobretudo para visitantes com problemas de locomoção), entre outras razões.

Tudo isto e ainda não falámos na vertente educativa do nosso projecto. Última a ser referida, porém não menos importante, já que a ciência só faz sentido se for partilhada, se os seus resultados forem publicados e se os conhecimentos adquiridos forem transmitidos.

Por sua vez a ciência de investigação tem realmente mérito se for consequente e se podermos usufruir dela de algum modo: a Ciência deve ser dirigida ao bem de todos os povos! Citando a Dr.ª Alexandra Escudeiro, “saber partilhado é um saber multiplicado”.

Um Jardim Botânico de plantas ligadas à saúde tem um potencial enorme de bem estar. Capacita as pessoas a terem uma melhor qualidade de vida.
E o próprio saber não se esgota. Quanto mais partilharmos o saber, mais visitantes (satisfeitos) teremos, e haverá sempre público. Todo o nosso projecto é em prol da abertura do conhecimento e do saber, a toda a gente que se mostre disponível a adquiri-lo.

Apesar das várias decisões já tomadas tentaremos manter o nosso projecto com a capacidade de evoluir. Estamos a marcar alguns estádios para tomadas de decisões, que facultem a possibilidade de ajustes que sejam necessários.

Sempre que tomarmos alguma decisão pertinente os visitantes do nosso blog serão os primeiros a saber.

Boa sorte, felicidades, e muitos votos de saúde para si a para toda a sua família!!! :)
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Agradecimentos II
Queríamos aproveitar a oportunidade para agradecer à Dr.ª Isabel Moura, bem como à toda a equipa do Jardim Botânico Tropical, que no passado 18 de Janeiro se disponibilizou para nos acompanhar numa visita guiada ao Jardim.
Brevemente vamos expôr no nosso blog, o resultado das duas últimas visitas que fizemos.
Mais uma vez obrigado, e muita saúde para todos!! :)
Para mais informações visitem: http://www2.iict.pt/jbt/
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Agradecimentos I
No passado dia 11 de Janeiro de 2010 o grupo AfroCura visitou o Jardim Botânico da Universidade de Ciências de Lisboa. Tivemos direito a uma visita guiada pelas instalações do Jardim, bem como ao esclarecimento das diversas questões que tínhamos sobre o funcionamento de um Jardim Botânico.
As doutoras Alexandre Escudeiro e Maria Teresa Antunes foram impecáveis com o grupo. Deram-nos imensas ideias, ensinaram-nos muita coisa interessante e mostraram-se disponíveis para ajudar o grupo.
O grupo AfroCura quer deixar aqui, então, um MUITO OBRIGADO a todo o pessoal do jardim e em especial a estas duas senhoras.
Obrigado, votos de muita saúde ;) AfroCura
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Localização do Centro AfroCura

Longitude: 9º 11’43.38’’ W
· Estufa (onde vamos fazer o cultivo de espécies tropicais, que não se adaptam ao nosso ambiente),
· Laboratório (que vamos utilizar para manipular as plantas e produzir medicamentos naturais),
· Ervanária (onde iremos colocar à disposição do público algumas plantas, chás, etc. com fins curativos),
· Espaço dedicado a actividades lúdicas (para que possamos fornecer informação à comunidade e cativar o seu interesse),
· Jardim (onde teremos algumas espécies que se adaptam ao nosso clima).
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Conselhos AfroCura

Não exceda as quantidades recomendadas nem o seu tempo recomendável de utilização. Os casos de queixas de pessoas a quem as ervas fizeram mal estão normalmente relacionados com o consumo de quantidades gigantescas durante muito tempo.
Seja particularmente cuidadoso ao usar óleos à base de ervas. Os óleos “essenciais” ou “voláteis” das ervas aromáticas são muito concentrados e quantidades que parecem muito pequenas podem causar um dano considerável. Uma colher pequena de óleo de poejo pode causar a morte. Muitos óleos à base de ervas estão disponíveis nas lojas. Se os usa, tome só uma ou duas gotas de cada vez.
Siga os nossos conselhos, esteja sempre muito atento e respeite as recomendações que lhe forem dadas. Votos de boa sorte e de saúde para si e para toda a sua família!!! :)
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Primeiras saídas de campo
Diz-se que a utilização de plantas para fins medicinais é tão antiga como a própria Humanidade, e no Ocidente era esta a forma usual de tratamento até ao século XVIII. Hoje em dia, a Organização Mundial de Saúde calcula que, a nível mundial, as terapias baseadas nas plantas medicinais são três a quatro vezes mais utilizadas do que a medicina convencional.
Foi com o propósito de observamos a variedade e riqueza da nossa flora que visitámos no passado dia 23 dois dos melhores jardins botânicos de Portugal (e da Europa): o Jardim Botânico de Lisboa e o Jardim Botânico d’Ajuda.
Neles podemos encontrar exemplares de espécimes vegetais oriundos de diversas partes do Mundo, entre as quais sobressaem Cicadácias, Gimnospérmicas, palmeiras e figueiras tropicais (e ainda sementes de espécies raras e ameaçadas preservadas no Banco de Sementes). Os jardins botânicos representam um património de inegável interesse do ponto de vista histórico, cultural e científico. É sua missão contribuir para o conhecimento científico de plantas e fungos, da sua biodiversidade, conservação, propondo métodos de gestão do ambiente.
Recomendámos então, a todos, a visita destes dois jardins.
Saúde para si e para toda a sua família :)


